Foi realizado na Aldeia Indígena Caramuru a 2º aula do Curso de museologia

Aconteceu na última terça-feira (11), na casa de Maria Muniz na região da Milagrosa, o segundo encontro da turma de museologia e patrimônio. O curso está sendo oferecido pela Universidade Federal do Sul da Bahia em parceria com o Consorcio Intermunicipal da Mata Atlântica e a Prefeitura Municipal de Pau Brasil, conta com 35 alunos em sua maioria professores representantes das cidades que fazem parte do consórcio, Pau Brasil, Camacã, Arataca, Una, São José da Vitoria, Justo e Buerarema.

A aula foi ministrada pela historiadora e professora da UFSB, Janaina Zito Losado, a carga horaria do curso é de 40 horas, e tem como objetivo fomentar a perspectiva da educação patrimonial nos professores e gestores da rede pública de ensino, trazendo para os alunos conceitos básicos de museologia, educação patrimonial, patrimônio histórico, cultural e natural, fazendo uma leitura de como esse campo de conhecimento está situado no Brasil e no mundo, reconhecendo as legislações específicas que atuam no contexto do patrimônio para que esses professores sejam multiplicadores na questão patrimoniais ao voltarem para suas comunidades de origem.

De acordo com Losado, o propósito é que os próprios alunos façam suas próprias leituras a partir dos conceitos estudados para que comecem a pensar nos processos de identificação, registro, catalogação e construção de um patrimônio dentro de suas comunidades. A ideia básica é construir nas cidades do Sul da Bahia necessidades de conservação de bens patrimoniais, e identificação desses bens no processo de musealização no resgate de culturas tradicionais. As culturas tradicionais locais podem, por ventura, estar esquecidas ou minimizadas por conta das culturas predominantes, e podem ganhar visibilidade e ser retomadas a partir do processo de identificação desse patrimônio, trabalhando o patrimônio material e imaterial.

14672760_1704587186530911_1110872012_oNa ocasião a professora Losado aproveitou para conversar com Maria Muniz quem lhe mostrou um acervo de objeto indígenas que possui em sua casa. Nesse acervo encontram-se peças tradicionais do povo Pataxó Ha-Hã-Hãe, fotos antigas de familiares, objetos de outras comunidades que presentearam Muniz ao logo do tempo. No acervo é possível ter acesso a alguns exemplares de livros que foram escritos pelos próprios índios em parceria com a ong Thidêwá.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s