Bienal de Cinema Indígena exibirá duas produções dos Pataxó Hãhãhãe

Entre o dia 7 e 12 de outubro, acontecerá em São Paulo uma das maiores mostra de cinema Indígena o evento conhecido como Aldeia SP- Bienal de Cinema Indígena, conta com 53 produções de realizadores indígenas. De modo geral as produções visa fortalecer a cultura de suas etnias e desmistificar alguns aspectos da cultura Indígena que foi passado ao longo da história pelo colonizador, hoje os indígenas torna-se protagonistas de suas próprias histórias.

O idealizador do evento é o Ailton Krenak ativista indígena defensor dos direitos humanos dos povos indígenas, Ailton pertence a etnia Krenak e é um dos indígenas que participou ativamente nas discussões da Assembleia Nacional Constituinte, que resultou na Constituição Federal Brasileira(1988) no que trata dos povos indígenas. Fundou e dirige o Núcleo de Cultura Indígena.

O evento foi patrocinado pela Spcine, e contou com a colaboração do escritório municipal de desenvolvimento, financiamento e implementação de programas e politicas para cinema, TV, games e web, e com apoio das secretarias municipais de cultura, Educação, Promoção da Igualdade Racial e Direitos Humanos e Cidadania.

Das 53 produções que serão exibidas no festival duas delas são filmes produzidos pelo povo Pataxó hã-hã-hãe: Tudo ok. Os índios Pataxó Hã-Hã-Hãe e o desenvolvimento rural de FabioTitia e Peter Anton Zoettl.

O filme narra a relação dos Pataxó Hã-Hã-Hãe com a terra e como o desenvolvimento rural desse povo impactou positivamente o comércio na cidade de Pau Brasil.

Retomar para existir: A história do líder indígena cacique Nailton Pataxó, de Olinda Muniz Wanderley.

Sinopse:

Desde a redemocratização, os mais de 800 mil índios brasileiros não têm um único representante no Congresso – o último foi o deputado federal Mário Juruna. Já a bancada ruralista conta mais de 200 deputados e 16 senadores. Eis a distorção da política, que ignora o índio e defende o poder econômico.
E não é por falta de lideranças que o índio não se faz presente em Brasília. O cacique Nailton Pataxó, respeitado pelo movimento indígena em todo o país, é um incansável defensor de seu povo, os Pataxós Hã hã hãe. Sua história é marcada pela reconquista da Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, no município de Pau Brasil (BA).
A trajetória de Nailton Pataxó, de origem tupinambá, poderia render um livro, mas acabou virando o documentário “Retomar para Existir”, da jornalista indígena Olinda Muniz Silva Wanderley. Ele será exibido no Centro Cultural São Paulo, na sessão das 15 horas, da terça-feira, dia 11 de outubro. (Fonte: Facebook, Aldeia SP)

Acesse a programação através da página oficial do evento https://www.facebook.com/aldeiasp

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